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56 anos sem Roberto Gomes Pedrosa

No dia 8 de Junho de 1954, um dos maiores benfeitores do São Paulo Futebol Clube partia desse plano pra nos ajudar lá de cima. Roberto Gomes Pedrosa foi presidente e um dos homens que mais trabalharam pela gloriosa história do tricolor.

O ex-goleiro do Botafogo chegou ao São Paulo em 1938. Como goleiro, permaneceu no clube até 1940, quando deixou a meta para ser conselheiro. Foi diretor do departamento de futebol e logo depois eleito como sócio benemérito. Em 1946 foi eleito presidente do São Paulo e em 1947 eleito presidente da Federação Paulista de Futebol, cargo que exerceu até falecer.

Os mais antigos dizem que ele nunca aceitou dinheiro para jogar. Seus contratos eram assinados em branco. Sua dedicação ao futebol lhe rendeu diversas homenagens.

Impossível o torcedor tricolor se esquecer desse grande jogador, dirigente e amante do São Paulo. Afinal, nosso estádio está localizado na Praça Roberto Gomes Pedrosa. É triste, mas hoje em dia não temos mais homens a altura desse grande personagem da história do tricolor. E como faz falta pessoas assim no nosso futebol!

Jogadores do São Paulo campeões mundiais pela seleção brasileira

Copa de 1958

Além do treinador Vicente Feola, que estava no São Paulo antes da Copa e voltou ao São Paulo depois da Copa, o tricolor foi representado na Suécia por Dino Sani, Mauro Ramos de Oliveira e De Sordi. Dino Sani começou como titular mas perdeu a posição no terceiro jogo. De Sordi jogou todas as partidas, menos a final, quando entrou Djalma Santos em seu lugar.

Copa de 1962

O tricolor foi representado por Bellini e Jurandir. O treinador Aymoré Moreira teve uma passagem pelo tricolor no ano da Copa. Depois de sair do São Paulo, dirigiu o Brasil e voltou ao São Paulo em 1966 para mais uma rápida passagem. Infelizmente nenhum dos dois jogadores foi titular. O mais curioso é que Mauro Ramos, que era reserva em 58 quando estava no São Paulo, foi capitão do time bicampeão, mas ele já jogava no Santos. Já Bellini, jogador do Vasco em 58 e primeiro capitão brasileiro a levantar a Copa do Mundo, jogava no São Paulo em 62, mas foi reserva.

Copa de 1970

Apenas o canhota de ouro Gérson representou o São Paulo no tri. Mas como representou! Foi titular absoluto e ainda fez gols, sendo um dos destaques daquele time maravilhoso.

Copa de 1994

Três jogadores do São Paulo foram convocados. Zetti, Cafú e Müller. Apesar de nenhum deles ter sido titular, Cafú jogou a final após uma contusão de Jorginho e criou as melhores chances da seleção no jogo contra a Itália. Cafú também entrou alguns minutos nas oitavas e nas quartas de final. Outro ídolo do São Paulo, o meia Raí, começou como titular e capitão, mas acabou saindo do time no fim da primeira fase. Apesar disso, Raí participou de todos os jogos, menos da final.

Copa de 2002

Três tricolores foram convocados. Belletti, Rogério Ceni e Kaká representaram o tricolor no penta mas quase não tiveram chances. Belletti e Kaká jogaram alguns poucos minutos e Rogério como terceiro goleiro não teve a oportunidade de atuar.

Olha o resultado da dividida…

Ilsinho de volta ao São Paulo… por enquanto apenas pra treinar!

O excelente lateral/ala/meia Ilsinho está de volta ao tricolor. A partir da próxima segunda o campeão brasileiro de 2006 treinará no CT da Barra Funda para se manter em forma. Ele entrou em litígio com o Shakhtar Donetsk da Ucrânia que não paga seus salários a quatro meses.

Ilsinho diz que sua intensão inicial é seguir na Europa, mas se não houver acerto (e eu acho difícil que haja, já que um jogador tem mais visibilidade para o mercado europeu aqui no Brasil do que lá no país do Shevchenko) ele se sentirá honrado em voltar ao tri-campeão do mundo.

Será muito bem vindo Ilsinho. Já que o outro Inho, o Cicero, não fica pro segundo semestre, você cairá como uma luva no time. E o São Paulo segue se reforçando e segue contratando de graça. Que bela diretoria nós temos…

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Richarlyson redescobre a simplicidade

E aí sim ele é craque.

É isso aí. O Ricky é o craque da simplicidade. Pra fazer o básico ele é muito bom. Tomar a bola, sair jogando, dar balão. Desde que voltou a fazer o “feijão com arroz” ele se tornou importantíssimo para o time e pasmem, fará falta no próximo jogo.

Quando foi escolhido o melhor volante do campeonato brasileiro de 2007, Richarlyson era inquestionável no time e justamente porque ele fazia o basicão. Era o primeiro volante da dupla com Hernanes e todos diziam que os dois substituíram a altura a super dupla Mineiro e Josué, que marcou época com a camisa tricolor. Era eficiente na marcação e na saída de bola. Roubava a bola e tocava pra quem sabe.

Mas depois da seleção ele mudou completamente a forma de jogar e passou a se achar um craque. Até chegou a declarar que era um bom jogador com “lampejos de craque”. A partir daí foram partidas medíocres e dois anos no ostracismo. Agora Richarlyson redescobriu a sua simplicidade e voltou a render.

Mas por favor, não elogiem ele! Esquece o Richarlyson! Não falem bem e nem mal, porque o que ele gosta é que falem dele e ele fez de tudo pra estar sob os holofotes. É melhor esquecer dele, deixar pra lá… Se não ele vai pensar que é gênio de novo e vai começar a tentar passe de letra, viradas de jogo improváveis, chutes da intermediária.

Aí fica a questão: será que alguém chegou nele e bateu a real principalmente depois daquele xilique no Perú ou ele se conscientizou que só será útil jogando o simples?

Eu fico pela primeira opção, porque “desconfiômetro” ele já mostrou que não tem…

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Com gol de Fernandão, São Paulo exorcisa mais um fantasma recente

Com mais um gol do novo ídolo tricolor Fernandão, o São Paulo venceu o Palmeiras no Morumbi por 1 a 0 e exorcisou mais um fantasma que assolava o tricolor em 2010. Depois de exorcisar o fantasma da eliminação na Libertadores e de quebra exorcisar o Cruzeiro, o tricolor dessa vez conseguiu finalmente vencer um clássico em 2010. Antes do jogo de hoje, foram três derrotas pro Santos, uma pro Corinthians e uma pro mesmo Palmeiras, todas pelo campeonato paulista.

Não que o São Paulo tenha jogado uma grande partida, muito pelo contrário. O primeiro tempo foi equilibrada e o time tomou pressão do fraco time do Palmeiras no segundo. Pra fechar a noite o capitão Rogério Ceni ainda teve que defender um penalti pra garantir a vitória.

O espírito da Libertadores ficou por lá, mas apesar de um jogo mediano contra o Inter e um jogo ruim contra o Palmeiras, o São Paulo vai subindo e já se aproxima do G-4, que é o objetivo inicial de todos os times do campeonato.

Devagar o São Paulo vai subindo e com uma vantagem: mais cedo do que nos ultimos anos, quando arrancou só na ultima metade do campeonato. Só que o time vai ter que melhorar se quiser manter a boa fase e acima de tudo parar de recuar quando conseguir alguma vantagem. Isso me parece ordem do treinador, mas precisa ser corrigido. Em ponto corrido, perder e empatar é quase a mesma coisa. Sendo assim, é muito melhor partir pra cima e matar o jogo do que segurar um a zero.

Mas com o tempo o time vai crescer mais. Principalmente quando a Libertadores terminar e o time focar apenas em uma competição. E só pra não deixar passar, obrigado capitão. A vitória de hoje teve sua assinatura.

Ai está o “cara” que o São Paulo precisava

Em 2005 o nosso time era excelente. Tinha Rogério Ceni em fase iluminada, experiencia em todos os setores e uma eficiencia espantosa. Mas quando o craque chegou, o time ganhou liga e não tomou conhecimento de mais ninguém. Amoroso deu o tempero necessário ao time.

Em 2006 esse papel coube a Ricardo Oliveira. Com faro de gol e as vezes como um excelente garçom, o atacante desmontava as zagas adversárias e enchia de esperança o torcedor. Quando ele fez uma partida ruim, perdemos para o Inter em casa e ali o sonho do tetra foi adiado.
Em 2007 não tivemos nenhum jogador acima da média e ficamos melancolicamente pelo caminho.

Em 2008 o time tinha em Adriano a esperança de gols. O Imperador vestiu a camisa do SPFC com toda a raça e força que lhe é comum e apesar de não jogarmos bem a maioria dos jogos, ele decidia e por um desastre da natureza ficamos fora das semifinais no gol espírita do Flu.

Em 2009 faltou o cara e o time fez uma Libertadores horrorosa.

Em 2010 tudo se encaminhava para o mesmo desfecho. Um time apático, sem ninguém pra chamar a responsabilidade, um treinador fraco e jogadas previsíveis. Foi aí que chegou o cara.

Com o cara em campo, o time ganha confiança. Joga mais solto, é mais ousado. As vezes ele nem participa muito do jogo, mas quando pega na bola é pra decidir. Com ele não tem jogada perdida, com ele os outros jogadores rendem mais. Com sua experiência e capacidade de unir o grupo em torno de si, fazendo um correr pelo outro, ele mostra aqueles atletas criticados e talvez sem esperança de chegar a algum lugar que a força do time vem de si mesmo.

O cara se chama Fernandão. Não é um craque fora de série, não é um monstro da bola, mas tem capacidade de mostrar ao São Paulo o que é ser São Paulo, mesmo com apenas três jogos no time. Já se mostrou um líder, já mostrou ao time que o céu está ali, bem perto e que só depende de cada um chegar até lá.

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