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Craques brasileiros que pouco jogaram na seleção

Engraçado. Parece que a camisa pesa em alguns jogadores, ou que eles simplesmente não nasceram pra vestir a amarelinha. Vamos listas alguns craques que infelizmente não tiveram sucesso (ou oportunidade) na seleção brasileira:

Evair

Sucesso em vários clubes no fim dos anos 80 e nos anos 90, Evair teve poucas oportunidades na seleção brasileira. Apesar de ter sido convocado várias vezes, atuou em poucos jogos e fez apenas alguns gols. Mas verdade seja dita. Foi uma injustiça ele ter ficado de fora da Copa de 94, ainda mais perdendo a vaga pro Viola. É brincadeira!

Renato Gaúcho

O polêmico atacante, maior ídolo da história do Grêmio, jogou em vários clubes brasileiros e até do exterior, mas quase não atuou pela seleção canarinho. Renato até que foi chamado várias vezes mas fez poucos gols e manchou sua carreira no Brasil ao ser cortado por indisciplina as vésperas da Copa de 86.

Alex

Esse é o jogador mais injustiçado da história. Sempre jogou muito, sempre comeu a bola, foi destaque e capitão em vários títulos que ele conquistou junto com seus clubes mas nunca teve a chance adequada na seleção. Apenas com Vanderlei Luxemburgo teve sequencia com a camisa do Brasil e fez uma excelente dupla com Ronaldinho Gaúcho. Mas aparentemente ficou queimado depois das olimpiadas de 2000 onde todo o grupo jogou mal. Em 2002 Alex era nome certo na Copa, mas Felipão preferiu levar o jovem Kaká. Na era Parreira teve chances e sempre que entrou jogou bem, mas simplesmente não foi mais convocado. É uma pena, mas Alex não vai disputar nenhuma Copa do Mundo. Quem tem a perder é o futebol.

Ademir da Guia

O Divino também foi muito injustiçado. Foram apenas 14 convocações em toda sua brilhante carreira. Dizem que ele não era carismático e por isso não tinha apelo popular. Vai saber… o fato é que ele pouco atuou pela seleção e em copas do mundo foram apenas alguns minutos na copa de 74.

Dirceu Lopes

Multi-campeão pelo Cruzeiro e melhor meia do Brasil por três vezes, Dirceu Lopes fazia uma dupla infernal com Tostão. Mas nem isso foi suficiente para que ele jogasse bem na seleção. Foram pouco mais de 10 jogos pela seleção. Em 1970, era nome certo no time de João Saldanha, mas quando este deixou o Brasil, Dirceu foi cortado por Zagallo, alegando que a seleção já tinha muitos jogadores pra sua posição. Em fim, Dirceu não nasceu pra servir o escrete canarinho.

Adílio

Ganhou tudo pelo Flamengo nos anos 70 e 80 ao lado de Zico, Andrade e Júnior mas atuou apenas duas vezes pela seleção brasileira. Adílio parece ser um caso daqueles jogadores que só jogam bem com uma camisa. Jogou no Flamengo de 75 a 87 e depois que saiu do rubronegro nunca mais se encontrou. Passou por vários clubes e acabou se aposentando sem nunca mais repetir o bom futebol desempenhado no time carioca.

Raí

Monstro no São Paulo, infelizmente Raí nunca atuou na seleção brasileira com a mesma qualidade que jogava no tricolor. Na copa de 94 chegou com a moral de capitão e camisa 10 mas depois de uma fraquíssima primeira fase acabou saindo do time principal para dar lugar a Mazinho. Raí seguiu sendo convocado e era nome certo pra Copa de 1998, mas no último jogo do Brasil no país, contra a Argentina, foi muito vaiado e o estádio em peso gritou “Raí, pede pra sair”. Em fim, o meia acabou não sendo convocado pra Copa do Mundo, dando lugar a Giovanni, então no Barcelona.

Djalminha

Apesar de ser um dos principais jogadores dos anos 90 (e um dos mais habilidosos que eu vi jogar), Djalminha acabou tendo poucas chances na seleção. Foi convocado pra Copa América de 1997, em que o Brasil foi campeão, mas quase não jogou, sendo reserva de Leonardo. Também foi convocado para um quadrangular na França em 97 mas ficou fora da copa de 98. Em 2002 era nome certo, mas agrediu seu treinador no La Coruna e por isso não foi chamado.

Como eram os treinadores em seus tempos de boleiros?

Quase todos os treinadores deste brasileiro eram boleiros antes de começar na carreira de técnicos. E muitos deles foram craques de bola. Segue abaixo informações das carreiras como jogadores dos treinadores do brasileirão:

– Pouca gente sabe, mas Antonio Lopes, treinador do CAP foi jogador de futebol entre 1958 e 1962. Jogou no Olaria e no Bonsucesso, mas teve sua carreira interrompida pelos estudos. Mas devia ser um perna de pau, pois não foi aproveitado nos clubes em que atuou.

– Paulo Silas foi um craque. O treinador do Avaí começou sua carreira de jogador no SPFC onde ganhou os paulistas de 85 e 87 e o Brasileiro de 86. Passou ainda por vários clubes em três continentes e conseguiu a proeza de ser um dos únicos brasileiros ídolos na Argentina, ao vestir a 10 do San Lorenzo por tres temporadas. Encerrou sua carreira na Inter de Limeira em 2004

– Estevam Soares, treinador do Barueri, também jogou no tricolor paulista. Era um zagueiro viril e no SPFC foi campeão brasileiro em 77. Começou a carreira no Guarani e encerrou no grande Primavera de Indaiatuba em 1993.

– Mano Menezes do Corinthians era outro zagueirão ruim de bola. Jogou apenas no Guarani de Venancio Aires no RS e ao ver que não tinha sucesso nas quatro linhas, abandonou os gramados pra se dedicar aos estudos. Sábia decisão…

– Renê Simões, hoje no Coritiba foi outro que decidiu abandonar os gramados pra se dedicar aos estudos, mas esse parece que tinha futuro. Ainda jovem foi do São Cristovão pro Flamengo e chegou a jogar também no Bonsucesso, mas preferiu estudar do que ser becão.

– Adilson Baptista, que comanda o Cruzeiro era um baita jogador. Zagueiro que aliava técnica e raça, Adilson iniciou a carreira no CAP, ganhou tudo no Grêmio e se aposentou no Corinthians em 2000. Sofreu com seguidas lesões durante a carreira.

– O comandante do Flamengo, Andrade, foi outro craque. Era um volante extremamente técnico e ganhou tudo pelo rubro-negro. Encerrou a carreira em 96 no Barreira Esporte Clube.

– Renato Portaluppi, treinador do Flu foi outro craque. Começou sua carreira no Grêmio e ainda hoje é o maior ídolo da história do clube. Jogou em vários clubes grandes do Brasil e na Itália, e encerrou a carreira em 99 no Bangu.

– Hélio dos Anjos que hoje faz ótima campanha com o Goiás era um bom goleiro e chegou a jogar até no Flamengo. Mas é no banco de reservas que Hélio alcança notoriedade nacional.

– Tite, treinador do Internacional era um bom meio-campista. Começou sua carreira em Caxias e jogou na Portuguesa e no Guarani, onde foi vice campeão brasileiro em 86 e 87. Aliás, sabem porque Tite adotou o estilo social durante os jogos? Porque quando começou a carreira de treinador, tinha apenas 29 anos e vários de seus comandados foram seus companheiros de equipe. Tite viu nos ternos uma forma de se impor sobre os jogadores. Interessante…

– O treinador do Náutico Geninho foi um goleiro razoável. Começou a carreira no Botafogo de SP em 66 e encerrou no Novo Hamburgo em 1984. Logo em seguida, assumiu o comando do mesmo time que selou sua aposentadoria, inicando assim sua carreira de treinador.

– Muricy Ramalho do Palmeiras jogava como ponta e meia e era um excelente jogador. Iniciou sua carreira no São Paulo e conquistou muitos titulos com o tricolor. Depois de sua passagem vitoriosa pelo Morumbi, Muricy jogou ainda no Puebla do México, mas se aposentou devido a uma sequencia de graves lesões no joelho.

– Alexandre Gallo, o técnico do Santo André, foi um ótimo volante. Começou no Botafogo de SP e jogou em várias equipes, inclusive no SPFC onde foi campeão paulista em 98. Parou de jogar no Corinthians em 2001.

– Vanderlei Luxemburgo do Santos era lateral esquerdo e começou e terminou sua carreira no Botafogo. Jogou também no Flamengo e no Inter neste meio periodo. Era um jogador mediano. Encerrou sua carreira devido a uma grave lesão no joelho.

– Ricardo Gomes, comandante do SPFC foi um excelente zagueiro. Começou no Flu em 82 e jogou por Benfica e PSG, onde encerrou sua carreira em 1996. Jogou a Copa de 90 como capitão da seleção e só não foi ao mundial de 94 como titular, porque sofreu uma lesão muscular no ultimo amistoso antes do embarque para os EUA. Uma pena…
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– Paulo Cesar Carpeggiani do Vitória era um craque da meia cancha. Era um meia clássico, com dribles curtos e precisos e passes longos de precisão cirúrgica. Jogou no Internacional e no Flamengo, mas foi obrigado a encerrar a carreira prematuramente por conta de uma lesão no joelho.