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O cachorro Robert

Esse gosta mais de aparecer que o Richarlyson!

E a torcida do Rojo grita: “Palermo, Palermo”

Parece que ele não gostou muito…

Argentinos Jrs consegue virada espetacular e toma a ponta do Clausura faltando uma rodada para o final

O Argentinos Jrs protagonizou o jogo mais emocionante e mais importante da rodada do Clausura. Jogando em casa, o time venceu o Independiente por 4 a 3 e contou com a ajuda do Rosário Central, que empatou em 0 a 0 com o Estudiantes para tomar a ponta do campeonato.

Até os 27 minutos do segundo tempo, o Independiente vencia por 3 a 1, jogava muito melhor e tudo indicava que o jogo estava decidido. Os gols até esta altura foram marcados por Nuñez, Acevedo e Gandín para o Independiente e Ortigoza para o Argentinos.

Foi quando Pavlovich descontou de cabeça aos 27 minutos e colocou fogo no jogo. Até ali, todos sabiam que o Estudiantes jogava mal, com um homem a menos, já que Verón tinha sido expulso e que um empate do Argentinos levaria tudo pra ultima rodada. Mas “El Bicho” conseguiu mais. Aos 42 minutos Sabia empatou depois de uma grande confusão na grande área. O estádio quase veio abaixo. Mas o Argentinos não estava satisfeito e partiu pra cima pra buscar a virada. No último minuto, Caruzzo recebeu na entrada da área, depois da vacilo da defesa do Independiente e bateu pro gol. A bola desviou na zaga e entrou mansinha no canto direito da meta.

A loucura tomou conta do estádio. Os torcedores se abraçavam, os jogadores choravam… uma festa maravilhosa como a muito tempo não se via nesse futebol cara dia mais frio e sem coração. O Argentinos virou de forma incrível, tomou a liderança do Estudiantes, que parecia muito segura e agora depende apenas de uma vitória para ser campeão do Clausura 2010.

Sinceramente, merece muito. Tomara que consiga. Uma vitória histórica, um jogo pra entrar pras lendas do futebol. O Argentinos ganhou no coração, na garra, na emoção… tudo que faltou ao Estudiantes no jogo contra o Rosário Central. Um campeão joga com a cabeça e com o coração.

Tudo começou em 1974

Em 1973, o São Paulo fez uma boa campanha no campeonato brasileiro e acabou vice-campeão. O campeão foi o grande Palmeiras de Leão, Ademir da Guia e Leivinha. O tricolor, com essa posição, garantiu uma vaga a Taça Libertadores da América de 1974. Era a segunda participação do tricolor na competição.

O São Paulo caiu no grupo Brasil/Bolívia. A libertadores daquele ano foi dividida em 5 grupos. O grupo um era formado por times da Argentina e Chile. O grupo dois, era o do tricolor. O grupo três era formado por times da Colombia e Venezuela. O grupo quatro por times de Peru e Equador. E por fim o grupo cinco era formado por times de Uruguai e Paraguai.

O tricolor fez uma bela campanha. Se classificou invicto e de quebra deu o troco no Palmeiras, iniciando uma série de eliminações do tricolor sobre o alviverde na Libertadores.

Obs: Apenas os líderes de cada grupo se classificavam. Cada vitória valia dois pontos.

Os líderes dos grupos passavam a segunda fase e se juntavam ao campeão do ano anterior, no caso o Independiente, já tetra campeão da competição, formando dois grupos de três clubes. Os campeões dos grupos seriam os finalistas.

O São Paulo teve sorte e caiu no grupo 2 com o Milionários da Colombia e o fraco Defensor do Peru. O outro grupo foi formado por Independiente, Peñarol e Huracán.
O São Paulo passou como um trator por esse grupo, vencendo três partidas e empatando uma.

O Independiente também se classificou, vencendo duas partidas e empatando duas. A final estava decidida. São Paulo e Independiente duelariam pelo título da Copa Libertadores.

A primeira partida foi disputada no Pacaembu. 50 mil são paulinos lotaram o estádio municipal que leva o nome de nosso grande Paulo Machado de Carvalho.

Esse era o time do SPFC que disputava a Libertadores de 1974.

No primeiro jogo, uma grande vitória, de virada. O São Paulo venceu por 2 a 1 e mostrou para o Independiente que ali não estava mais um. Ali estava um time que queria ser grande, o maior do mundo. A torcida deu um show a parte.

Um dos gols do tricolor na vitória sobre o Independiente no primeiro jogo.
O jogo de volta foi na Argentina, o SPFC jogou bem, foi guerreiro, mas acabou caindo por 2 a 0, com um gol em cada tempo. Seria necessário um terceiro jogo de desempate em campo neutro.

O cenário escolhido foi o Estádio Nacional do Chile, em Santiago. Uma vitória simples dava o título ao tricolor.

O São Paulo entrou em campo com Valdir Peres, Forlán, Paranhos, Arlindo, Gilberto, Chicao, Zé Carlos, Pedro Rocha, Mauro, Mirandinha, Piau.

O jogo começou muito igual. O SPFC pressionava, o Independiente usava sua experiencia pra segurar o ímpeto tricolor. Aos 37 minutos, o árbitro marca penalti para o time argentino. Pavoni foi pra cobrança e marcou o gol do Rojo.

Gol do título do Independiente

O São Paulo não se intimidou. Não queria saber quem estava no caminho, queria vencer. Foi pra cima, pressionou, tentou… Há de se destacar a garra do uruguaio Pedro Rocha, que jogou com quatro infiltrações no joelho. Aos 27 minutos, Zé Carlos sofreu penalti. Era a grande chance do SPFC empatar e levar o jogo pra prorrogação. Naquele momento, ninguém esperava que aquele valente time brasileiro chegasse tão longe contra o multi-campeão Independiente. Zé Carlos assumiu a responsabilidade e partiu pra cobrança. Mas o goleiro do Independiente defendeu.

O São Paulo sentiu a grande oportunidade perdida mas ainda pressionou muito pra tentar vencer, mas não foi possível. O Independiente se sagrava penta campeão continental.

Já o São Paulo, mostrava ao mundo o seu potencial. Alguns anos depois o tricolor conquistou seu primeiro título nacional e começou a construir sua inigualável galeria de títulos brasileiros e internacionais. Tudo começou ali, naquele distante 1974 e se cumpriu em uma defesa do grande Zetti, 18 anos depois…

Independiente perde em casa para o Boca e se distancia da liderança

O Independiente entrou em campo pressionado pelas vitórias do Estudiantes e do Argentinos Jrs. O time de Américo Gallego precisava ganhar pra não perder os líderes de vista mas acabou sofrendo um duro revés contra o ascendente Boca Jrs. A derrota por 3 a 2 praticamente tira o time da briga pelo título.

O jogo começou com o Independiente dominando as ações e buscando a vitória que o manteria na luta pelo campeonato. Aos 30 minutos, Mareque fez uma grande jogada e cruzou para Piatti fazer 1 a 0. O Boca não se intimidou com o gol e Monzon empatou a partida dois minutos depois. Empolgado com o gol, o time de Roberto Pompei foi pra cima e virou logo em seguida. Palermo, meio de nuca, meio de cabeça colocou os Xeneizes na frente aos 38 minutos do primeiro tempo. Os três gols em 8 minutos colocaram fogo na partida, mas o primeiro tempo terminou assim.

No segundo tempo, o Rojo bem que tentou pressionar, mas sofreu com a falta de criatividade do seu meio-campo. As jogadas mais perigosas eram os cruzamentos para Silvera. Mas aos 42 o Boca ampliou. Mouche que entrou no segundo tempo, marcou o terceiro gol e matou o jogo. O time da casa ainda descontou aos 48 minutos de penalti com Nuñez mas era tarde demais.

O Independiente perdeu uma partida chave e agora tem chances remotas de título. Estacionou nos 31 pontos, enquanto o Estudiantes chegou aos 36 e o Argentinos aos 35, faltando apenas duas rodadas.

Já o Boca chegou aos 20 pontos e a 14ª posição. Muito pouco pra um time do tamanho do Boca Jrs, mas essas ultimas rodadas deram alguma esperança ao torcedor Xeneize em relação ao futuro do time. O Boca tem jogado bem, melhorou a parte defensiva e as estrelas, apesar da idade, voltaram a brilhar. Como eu disse semana passada, sorte dos adversários que os jogadores se entenderam apenas no fim do campeonato. Afinal, esse time entrosado é muito forte. Resta saber se a paz durará muito tempo e se vai se estender até o final do ano. Caso isso aconteça, o Boca se tornará forte candidato ao título do Apertura 2010 e da Copa Sul-Americana.

Rodada do fim de semana embola disputa pelo Clausura 2010

A rodada do fim de semana deixou ainda mais emocionante a disputa pelo título do Torneio Clausura de 2010. A diferença do primeiro ao quarto colocado é de apenas 2 pontos.

O Estudiantes é líder com 33 pontos. O Argentinos Jrs vem logo em seguida com 32 pontos. Godoy Cruz e Independiente fecham o quarteto que briga pelo título com 31 pontos cada.

Apesar da igualdade, o título parece mais perto de La Plata. A equipe de Alejandro Sabella tem jogos mais fáceis que os rivais para as três ultimas rodadas. O Estudiantes visita um destruido e desacreditado Chacarita na próxima rodada, recebe o desesperado Rosário Central na penultima partida e fecha contra o Colón em Santa Fé.

Já o Argentinos visita o San Lorenzo na rodada 17, recebe o Independiente em confronto direto na penultima rodada e termina sua participação no campeonato contra um desinteressado Huracán. O time do interminável Calderón está a 11 rodadas invicto.

O Godoy Cruz visita o Rosário Central na próxima rodada, recebe o Colón e termina contra o Arsenal em Sarandí. Parece ser o segundo time com um caminho mais tranquilo.

Já o Independiente, tem paradas indigestas. Recebe um ascendente Boca na próxima rodada, tem o confronto direto contra o Argentinos fora de casa e fecha contra o enjoado Lanús em casa.

Na parte debaixo da tabela, parece que Chacarita e Atlético Tucumán já estão condenados ao rebaixamento. Justamente os dois times que subiram (apenas a título de informação, Quilmes e Olimpo estão muito próximos da promoção). A briga é pra ver quem vai jogar os playoffs contra o terceiro e quarto colocados da série B. Rosário Central, Gimnasia e Racing brigam pra fugir dessa zona de risco. Neste momento, Central e Gimnasia estão mais próximos de jogar o mata-mata. O Racing vem de três vitórias consecutivas e parece que não vai deixar de jogar bem agora.

O Clausura 2010 está emocionante. Minha aposta? Apenas um desastre, ou a escolha pela disputa total da Libertadores, tira o título do Estudiantes. Hoje é o time mais completo e consistente da Argentina, quiçá do futebol sul-americano.

Independiente tropeça e perde a chance de retomar a ponta

Em um empate sem gols, o Independiente perdeu a chance de retomar a liderança do Clausura faltando apenas três rodadas para o fim. O empate com o Huracán deixa o time numa situação complicada, já que dos ultimos três jogos, um é contra o Boca, um fora de casa e o último contra o encardido Lanus.

O jogo foi muito corrido mas não primou pela técnica. O Independiente teve um apagado Gracián e um Silvera que não pode dar continuidade as jogadas de ataque e ainda perdeu as poucas chances criadas. Mas o pior lance do jogo ficou por conta de Gandín, que perdeu um gol feito no ultimo minuto de jogo.

Com esse resultado, o Huracán também se firma como uma pedra no sapato do treinador Américo Gallego. Já é a terceira vez que el Globo atravessa o caminho do treinador em um momento decisivo.

Agora o Independiente já não depende de suas próprias forças para ser campeão. E pensar que a algumas rodadas, o título parecia tão certo…

River apenas empata e Boca goleia. Veja resumo da rodada do Apertura

O River Plate foi a Mendoza enfrentar o Godoy Cruz e teve todas as chances possíveis e imagináveis para vencer, mas mais uma vez, demonstrando instabilidade durante a partida e graves falhas de marcação, a equipe de Leo Astrada conseguiu apenas um empate por 1 a 1. O gol do time da capital foi marcado por Rosales, enquanto Ariel Rojas empatou.

O River com Astrada melhorou muito mas continua sofrendo com a falta de regularidade. O time vai muito bem do meio pra frente mas na defesa é um caos. Apesar disso, a evolução é evidente. O lado político do clube parece influenciar também. O ex-jogador, ex-treinador e ex-capitão do time Daniel Passarella é candidato a presidente do clube nas eleições a serem realizadas no próximo mês e já deixou claro que trará de volta ao clube Ramon Díaz, grande ídolo Millonário. Obviamente o ambiente fica complicado para qualquer treinador trabalhar sob essas circunstâncias. Os jogadores vivem também uma incerteza diaria e isso também afeta o desempenho do time. Há muito o que ser feito no River.

Já o Boca aproveitou a fragilidade do quase rebaixado Gimnasia La Plata e goleou por 4 a 0 com dois gols de Insua, um de Gaitán e um de Medel. O time até jogou bem e foi muito mais agressivo do que outrora vinha sendo, mas não precisou fazer muito pra vencer com tranquilidade. Uma grande partida mesmo quem fez foi Insua. Muito mais do que os dois gols, foi uma exibição de gala.

Essa semana, o Boca ficou marcado pelos desentendimentos. Palermo reclamou que a bola não chega até ele. Mouche pediu pra entrar para ajudar na criação, já que Riquelme está machucado. E Ibarra, apagando fogo com gasolina, disse que os jogadores mais experientes tem que ser mais inteligentes ao dar entrevistas. Palermo retrucou que já é bem grande pra que digam o que ele deve falar. O Boca também tem problemas políticos, já que Basile e Bianchi não falam o mesmo idioma, o que acaba dividindo os dirigentes do clube. Uns apoiam Bianchi e outros não abrem mão de Basile. A união parece cada dia mais distante na Casa Amarilla.

De interessante nesta rodada tivemos também o clássico de Rosário entre Central e Newell’s. O Rosário chegou a abrir dois a zero mas permitiu o empate. Todos os gols aconteceram no primeiro tempo. Com o resultado, o Newell’s não pode assumir a liderança e ficou a dois pontos do Banfield, que venceu o Independiente fora de casa por 2 a 1.

A classificação do Apertura ficou assim, faltando quatro rodadas:

Banfield 35

Newell’s 33

Estudiantes 29

Colón 28

Independiente 26

Rosario Central 26

San Lorenzo 26

Velez 24

Boca 23

Lanus 21

A classificação geral, para a classificação a Copa Libertadores (soma de todos os pontos conquistados no ano) ficou assim:

Velez (classificado) 64

Colón 62

Lanus 59

Banfield 58

Estudiantes (classificado) 58

Rosário 55

Newell’s 54

San Lorenzo 50

Huracán 48

Independiente 47

Boca 45