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Riquelme faz as pazes com a torcida e ajuda Boca a vencer clássico do domingo

No dia em que Riquelme sinalizou sua vontade em renovar contrato com o Boca Jrs, a equipe Xeneize bateu o San Lorenzo por 2 a 0 com grande atuação do camisa 10. O jogo teve de tudo. Briga, pisão, dedo na cara, empurrões e acima de tudo um bom futebol por parte de Boca e San Lorenzo.

O Boca abriu o placar logo aos 3 minutos. Riquelme cobrou escanteio na cabeça de Matías Gimenez. O meia testou forte e marcou o primeiro gol do jogo. A partir daí, o San Lorenzo mandou na partida, apesar de criar pouco.

No segundo tempo o San Lorenzo voltou mais ativo e chegou a assustar com Bordagaray e Paco Gomez. Os cruzamentos de Aureliano Torres também assustavam a ainda incerta defesa do Boca. A rendenção veio em uma roubada de bola de Monzon. O lateral bateu a carteira de Killy Gonzales pelo meio e tocou para Palermo. El Loco dominou, abriu para Riquelme e passou para receber. Roman tocou meio de bico, meio de três dedos no meio de dois adversários e Palermo, da entrada da área bateu firme no canto direito do goleiro Migliore para colocar números finais a partida.

O abraço entre Riquelme e Palermo (foto) e a definição da partida levou os torcedores do Boca a loucura. Mesmo os integrantes da Barra La 12 aplaudiram de pé o time, com direito a olé no final. Foi a partir daí que o San Lorenzo perdeu a cabeça. Claro que Riquelme provocou e numa disputa de bola deu um bico em Gonzales na frente do juiz. Killy, pavio curto como só ele, revidou com um empurrão no peito do camisa 10. O juiz deu apenas cartão amarelo para os dois.

Faltando um minuto pra acabar o jogo, Migliore e Medel se estranharam e Monzon deu um murro na nuca de Alfaro. O juiz não fez nada e o jogo terminou nesse clima quente.

Ao sair do campo, Riquelme tirou a camisa, beijou e jogou para a galera. Tudo em paz em La Bombonera, apesar do clima de guerra da partida. Caso o elenco do Boca se acerte e faça as pazes, vai ficar difícil segurar esse time. Sorte dos adversários que o campeonato está acabando. Se Palermo e Riquelme fazem as pazes em campo, já que fora dele isso é impensável, o Boca pode voltar a ser grande mais rápido do que todos imaginavam.

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Boca goleia Chacarita em La Bombonera

O Boca  Jrs. não teve dificuldades para bater o Chacarita por 3 a 0 em casa na tarde desta quinta-feira. Com a vitória a equipe de Alfio Basile se aproxima da faixa de classificação a Libertadores de 2010, apesar de ainda estar a sete pontos do Huracán, ultimo dos classificados.

O destaque da partida foi o coletivo dos Xeneizes, já que os três gols saíram de jogadas coletivas. Insua abriu o placar aos 14 do primeiro tempo. Aos 40, Gaitán ampliou e no inicio do segundo tempo Sebastian Bataglia fechou o placar.

O Chaca segue com muitas dificuldades na competição e o Boca mantém o crescimento. Já são 5 rodadas de invencibilidade.

A única preocupação do time local no jogo foi Juan Roman Riquelme, que saiu machucado aos 36 do primeiro tempo. Roman luta contra um problema no joelho desde a temporada passada.

Vovôs marcam e River e Boca empatam no Monumental

Em um jogo de dois tempos completamente opostos, River Plate e Boca Jrs empataram hoje no Estádio Monumental pelo Apertura 2009.

O primeiro tempo do jogo foi completamente dominado pelo River. O Boca era lento e não conseguia ameaçar o gol de Vega. Aos 25 minutos, Buonanotte recebeu nela direita, adiantou a bola com o braço e sofreu penalti claro, que não deveria ter sido marcado pelo toque anterior do meia. Ortega foi pra cobrança e Abbondanzieri defendeu.

Logo na sequência, os Millionários abriram o placar. Marcelo Gallardo bateu falta da entrada da área no angulo e fez o primeiro da partida. Em seguida o River teve a chance de ampliar com Abelairas que entrou livre pela esquerda e chutou em cima do goleiro. O River Plate seguiu pressionando mas não pode ampliar.

No Segundo tempo o Boca voltou muito mais atuante e não demorou a marcar. Em bola cruzada da direita, a zaga do River afastou mal e a bola caiu no pé esquerdo do matador Martín Palermo que tocou no canto direito do goleiro.

O jogo teve ainda uma expulsão pra cada lado. Villagra pelo River e Cáceres pelo Boca.

O Boca esteve muito próximo da vitória na segunda etapa mas não conseguiu marcar. No fim, o resultado foi justo para ambos.

Curiosidades da maior rivalidade da América

Amanhã é dia de superclássico no futebol argentino. River e Boca se enfrentam no Monumental em momentos totalmente opostos. Enquanto o Boca está em franca ascenção no campeonato, o River vem de troca de técnico e não vence desde a segunda rodada do campeonato. Segue abaixo algumas curiosidades de um dos maiores clássicos do mundo e seguramente, o maior da América.

– O máximo goleador xeneize neste clássico é um jogador brasileiro. Paulo Valentim fez nada menos que 10 gols no River Plate em jogos oficiais e mais três em amistosos.

– O Boca leva absoluta vantagem no confronto. São 121 vitórias contra 105 do Rival e 102 empates. Das seis maiores goleadas da história do jogo, quatro foram aplicadas pelo Boca e duas delas em pleno Monumental.

– Segundo o jornal inglês The Sun, o clássico Boca x River é o espetáculo esportivo mais intenso do planeta.

– A maior tragédia da história do futebol argentino aconteceu em um River x Boca no Monumental. Na saída de uma partida em 1968, 71 torcedores do Boca morreram pisoteados, no que ficou conhecido como a Tragédia do Portão 12. Não se sabe até hoje o que causou o tumulto.

– O gol mais rápido do confronto aconteceu em 2007. Pablo Ledesma do Boca marcou um gols aos 45 segundos de jogo.

– Em outubro de 72, foi disputado certamente o clássico mais eletrizante da história dos dois clubes. O River fez 2 a 0 logo de cara e tudo levava a crer que seria uam goleada Millionária. Mas o Boca empatou e virou pra 4 a 2 e tudo era festa nas tribunas da torcida Xeneize. Porém, nos minutos finais o River empatou e jogo e virou a partida para 5 a 4 nos acréscimos. Até hoje, este é o clássico com mais gols na historia.

– O grande River de Francescoli também fez história no confronto. Humilhou o Boca ao vencer por 3 a 0 em La Bombonera com direito a olé e show de bola com gols do próprio Enzo, de Ortega e Gallardo.

– Em 2004, os dois times se enfrentaram pelas semi finais da Libertadores. O Boca venceu o primeiro jogo em casa por 1 a 0, gol de Schiavi. Na volta no Monumental, o River vencia por 1 a 0, quando aos 40 minutos Carlos Tevez empatou o jogo e comemorou imitando uma galinha, o que causou sua expulsão. Inesperadamente o River fez 2 a 1 aos 48 do segundo tempo e levou o jogo para os penaltis (naquela época não valia o gol fora de casa como critério de desempate). Mas o Boca avançou a final, após Maxi Lopez perder o penalti decisivo.

– O primeiro Superclássico que Maradona disputou foi em 1981. E a exibição foi de gala. O Boca venceu no Monumental por 3 a 0 e Maradona fez um gol por cobertura, da entrada da pequena área e de perna direita. O Boca seria campeão aquele ano.

– O clássico mais polêmico da história foi disputado em 1962. O Boca era único líder do campeonato e faltavam duas rodadas para o fim. O River era vice líder e lutava pelo título. A partida começou e com poucos minutos o brasileiro Paulo Valentim fez 1 a 0. No ultimo minuto de jogo, o juiz marcou um penalti para o River. Na cobrança o goleiro do Boca se adiantou muito e defendeu o penalti. Os jogadores Millionários passaram a reclamar e o juiz disse uma frase que ficaria pra história: “Penalti bem batido é gol”. O Boca venceu e foi campeão na rodada seguinte.

– A diferença do número de torcedores das duas equipes é de pouco mais de 400 mil a favor do Boca. São aproximadamente 10.376.000 para o River e 10.791.000 para o Boca. Os dois juntos representam mais de 60% dos torcedores do país.

– O lendário Alfredo Di Stéfano foi o único treinador na história campeão pelos dois times.

Caruso pede demissão após derrota pra o Boca

Após a vitória do Boca fora de casa sobre o Racing por 2 a 1, o treinador do clube de Avellaneda pediu demissão.

O Racing cogita contratar José Pekerman, mas é difícil pelo alto salário.

Marcelo Bauza, ex treinador da LDU também é cogitado para o cargo.

River perde clássico na despedida de Gorosito, Boca vence Vélez e volta a sonhar

O River até começou bem o clássico contra o San Lorenzo mas acabou da mesma forma da maioria dos outros jogos do ano. Diego Buonanotte abriu o placar de penalti, ainda no primeiro tempo.

Mas na segunda etapa o San Lorenzo voltou melhor e virou com gols de Romagnoli de penalti e Bernardo Romeo, escorando cruzamento da direita.

Foi o ultimo jogo de Néstor Gorosito no comando dos Millionários. Uma despedida triste e melancólica, de um cara que não tem culpa da campanha pífia do time.

Já o Boca venceu uma excelente e dificílima partida contra o Vélez e voltou a sonhar com o título e a vaga a Libertadores de 2010, hoje muito distantes.

O Boca começou perdendo logo aos seis minutos com o gol de cabeça de caruso. Bataglia empatou logo em seguida, também de cabeça. Caruso de canhota colocou o Velez em vantagem no placar no segundo tempo. O Boca empatou com um belo gol de Riquelme, soltando a bomba no angulo. E o gol mais inusitado da partida veio a seguir. O goleiro do Velez saiu em um lançamento em profundidade e tirou com força. A bola foi justo na cabeça de Palermo que com muita consciencia colocou a bola lá dentro a 35 metros do gol.

Talvez seja a vitória que o Boca precisava pra crescer e voltar a acreditar em si mesmo. As próximas semanas serão decisivas.

Boca, com sorte, perde só por 2 a 1 para um Estudiantes inspirado

O Boca continua sua série de péssimas exibições. Dessa vez os Xeneizes perderam “só” por 2 a 1 para o Estudiantes. Digo que foi pouco, porque a diferença entre as duas equipes é gritante. Não dá pra comparar hoje o Estudiantes, um time que sabe o que fazer com a bola, bem postado taticamente, organizado, com esse Boca que joga na tática do “bumba meu boi”.

“El Pincha” abriu o placar logo aos 12 minutos. Após falta cobrada da esquerda, o interminável Calderón entrou como um raio pelo meio da zaga e tocou de coxa pra fazer 1 a 0.

No início do segundo tempo o Boca esboçou uma reação. Desábato falhou, Palermo, matador nato como é, aproveitou e marcou um belo gol, pegando de primeira o rebote e deixando tudo igual no placar. Mas a esperança do Boca não durou dois minutos.

Enzo Pérez recebeu livre dentro da área e soltou a bomba para marcar o segundo gol do Estudiantes na partida, aos 4 minutos da segunda etapa. A partir daí o Boca tentou atacar, mas muito desorganizado e sem a força que precisa pra reverter essa situação. O Estudiantes controlou facilmente a partida e poderia ter feito até mais gols, mas não foi necessário.

O Boca venceu apenas sete dos vinte e cinco jogos que disputou pelos campeonatos locais este ano. Pouco, mas muito pouco pra tradição do clube. Já o Estudiantes segue sende uma máquina de ganhar e é líder isolado com 16 pontos ganhos em 18 possíveis. Caminha a passos largos para ser campeão argentino e quem sabe, mundial.