56 anos sem Roberto Gomes Pedrosa

No dia 8 de Junho de 1954, um dos maiores benfeitores do São Paulo Futebol Clube partia desse plano pra nos ajudar lá de cima. Roberto Gomes Pedrosa foi presidente e um dos homens que mais trabalharam pela gloriosa história do tricolor.

O ex-goleiro do Botafogo chegou ao São Paulo em 1938. Como goleiro, permaneceu no clube até 1940, quando deixou a meta para ser conselheiro. Foi diretor do departamento de futebol e logo depois eleito como sócio benemérito. Em 1946 foi eleito presidente do São Paulo e em 1947 eleito presidente da Federação Paulista de Futebol, cargo que exerceu até falecer.

Os mais antigos dizem que ele nunca aceitou dinheiro para jogar. Seus contratos eram assinados em branco. Sua dedicação ao futebol lhe rendeu diversas homenagens.

Impossível o torcedor tricolor se esquecer desse grande jogador, dirigente e amante do São Paulo. Afinal, nosso estádio está localizado na Praça Roberto Gomes Pedrosa. É triste, mas hoje em dia não temos mais homens a altura desse grande personagem da história do tricolor. E como faz falta pessoas assim no nosso futebol!

Pablo Mouche de saída do Boca… Pra mim não existe surpresa!

O jogador Pablo Mouche está de saída do Boca Jrs. O atacante foi informado que não está nos planos da equipe para a temporada 10/11 e que pode procurar um clube. Obviamente o Boca pedirá uma compensação financeira, mas certamente não será muito, já que o jogador está em baixa. A desculpa encontrada pela comissão técnica é que ele tem sido expulso demais. E isso é motivo para se desfazer de um jogador do talento de Mouche?

Não vejo surpresa nenhuma nisso. Mouche caiu na besteira de enfrentar o dono do Boca, Juan Roman Riquelme. No início do ano, Riquelme enviou mensagens ao celular da namorada de Mouche, cantando a moça. Pablo ficou muito nervoso e levou o celular até a direção do clube, exigindo que Riquelme fosse no mínimo advertido pelos dirigentes. Obviamente isso não aconteceu e Mouche foi lentamente fritado e agora sairá do clube pela porta dos fundos.

Foi assim com todos que tentaram enfrentar Riquelme nos ultimos tempos. Primeiro foi Caranta, depois Cáceres e agora Mouche. Não sei até que ponto é positivo para o Boca e principalmente para o grupo de jogadores que um atleta tenha tanto poder entre os dirigentes. Quando jogava no Corinthians, Ricardinho tinha essa moral com a diretoria e em pesquisa entre os jogadores foi escolhido como o atleta mais odiado do Brasil, justamente por ter essa fama de traíra.

Quem tem a perder é o Boca. Ainda não encontrou um goleiro a altura de Caranta, a zaga continua horrorosa depois que Cáceres deixou o time e um prata da casa que geraria muitos euros ao clube está saindo por causa do ego enorme de Roman. Isso sim é colocar uma pessoa acima do clube. E ainda tem gente que sonha com ele no Brasil…

Jogadores que fizeram sucesso apenas em Copas do Mundo

Claro que nenhum jogador tem a capacidade de fazer sucesso APENAS em copas do mundo. Mas eles fizeram muito pouco em seus clubes perto do potencial que mostraram em copas. Vamos listar alguns:

Grzegorz Lato

O astro polonês, artilheiro da copa de 74, medalha de ouro nas olimpíadas de 72 e 5º lugar na copa de 78, comandou a Polônia na melhor fase do futebol do país. Mas como jogador, Lato não teve grande destaque. Passou a maior parte de sua carreira no Stal Meliec do seu próprio país. Aos 30 anos foi jogar no futebol belga e encerrou sua carreira no futebol mexicano. Pouco pro grande talento do jogador.

Oleg Salenko

Apesar de ter atuado pela fraquíssima seleção russa na Copa de 94, Salenko conseguiu se destacar. Fez um gol na derrota de sua seleção para o Suécia por 3 a 1 e bateu o record de gols marcados na mesma partida de copa do mundo, ao fazer 5 gols na goleada por 5 a 1 da Rússia sobre Camarões. Ganhou tanto destaque que logo depois da Copa saiu do pequeno Logroñés da Espanha para o grande Valencia, mas não correspondeu. A partir daí virou um andarilho do futebol, jogando pouco e muito mal nos times em que atuou. Depois da Copa ele nunca mais jogou pela seleção russa e encerrou sua carreira aos 32 anos no futebol polonês.

Kennet Andersson

Forte, alto e habilidoso, Andersson se destacou muito na copa de 1994, quando fez cinco gols (inclusive um no Brasil) e ajudou a levar a seleção da Suécia a um surpreendente 3º lugar. Ele que jogava no futebol sueco, foi negociado com o Lille da França por uma boa grana e desde então não parou mais. Passou por vários clubes médios e encerrou a carreira em 2005 aos 38 anos.

Gordon Banks

Grande destaque da Inglaterra nas Copas de 66 e 70, por clubes ganhou apenas um título, a Copa da Liga Inglesa de 1972 com o pequeno Stoke City. Banks nunca teve a chance de jogar em um grande clube.

Pak Doo-Ik

Esse é um caso muito curioso. Doo-Ik foi o autor do famoso gol que eliminou a Itália do Mundial de 1966, quando a seleção da Coréia do Norte venceu a toda poderosa seleção italiana por 1 a 0. Com este gol Pak Doo-Ik ganhou grande destaque na imprensa internacional. A Coréia do Norte chegou a assustar Portugual nas quartas de final, abrindo 3 a 0 no placar, mas Eusébio comandou a virada dos lusitanos, fazendo tres gols e assim contribuindo decisivamente para o 5 a 3 final. Doo-Ik não se deu bem em clubes simplesmente porque ele nunca foi jogador de futebol. Ele era do exército norte-coreano (foi promovido a sargento depois da copa) e depois do mundial largou a seleção do país e o exército para ser instrutor de ginástica.

Fábio Grosso

Grosso jogava no Palermo quando foi convocado para a Copa de 2006 e foi um dos nomes mais contestados da lista de Marcelo Lippi. Mas ele foi chamado pelo treinador da Azzurra e foi escalado como titular. As primeiras atuações de Grosso não foram muito convicentes e o lateral foi massacrado na mídia. Mas isso apenas até as oitavas de final. Itália e Austrália empatava em 0 a 0 quando Grosso, no último minuto, arrancou pela esquerda, driblou o zagueiro e caiu na área… o juiz marcou penalti (que não foi) e Totti colocou a Itália nas quartas. Contra a Ucrânia mais uma boa atuação e vitória italiana por 3 a 0. Nas semifinais, Grosso marcou o primeiro gol italiano contra a Alemanha, já na prorrogação e na final marcou o penalti decisivo na disputa contra a França. Apesar de todo esse sucesso na seleção, Grosso nunca mais conseguiu manter uma boa regularidade e hoje joga na Juventus, que fez sua pior campanha em 30 anos na ultima temporada.

Denílson

Apesar de ter sido muito importante nas campanhas de 98 e 2002, sempre entrando no segundo tempo das partidas, Denilson foi inútil nos clubes que passou depois que saiu do SPFC, chegando a jogar até no Vietnã.

Kleber volta ao Palmeiras com status de salvador da pátria… Mas não é!

O Palmeiras trouxe de volta um dos maiores ídolos recentes do clube, o atacante Kleber. Ele volta ao clube como o salvador da pátria. O jogador que trará de volta o bom futebol, as vitórias e os títulos. Mas não é e está bem longe de ser.

Kleber não é um craque. É bom jogador e só consegue chegar a isso quando está com a cabeça boa. Nervoso, pressionado, é um jogador que beira o medíocre. Sim, porque um cara que prefere dar um soco na cara do adversário a disputar uma bola, é um jogador medíocre. Kleber nunca conquistou um título importante, se escondeu nas decisões que participou e é muito mais lembrado pelas cotoveladas e tapas que distribui do que pelos bons jogos.

A diretoria do Palmeiras se especializou em dar a torcida uma sardinha e vender como caviar. Foram várias contratações equivocadas nos ultimos anos, atitudes destemperadas, decisões erradas e ataques de nervosismo que levaram o time a situação atual. O Palmeiras vendeu Pierre a Traffic e comprou de volta por um preço bem acima do que recebeu. Repatriou Vagner Love num momento onde o time voava em campo, preferiu contratar o caro Muricy a manter o bom e eficiente Jorginho, perdeu dinheiro ao demitir Obina e Robert e pra fechar ameaçou de bater em um árbitro após um lance duvidoso. Dizer o que?

Kleber não é mais um passo em falso da diretoria alviverde mas também não é a solução que estão pintando. É um reforço e nada mais do que isso.

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Jogadores do São Paulo campeões mundiais pela seleção brasileira

Copa de 1958

Além do treinador Vicente Feola, que estava no São Paulo antes da Copa e voltou ao São Paulo depois da Copa, o tricolor foi representado na Suécia por Dino Sani, Mauro Ramos de Oliveira e De Sordi. Dino Sani começou como titular mas perdeu a posição no terceiro jogo. De Sordi jogou todas as partidas, menos a final, quando entrou Djalma Santos em seu lugar.

Copa de 1962

O tricolor foi representado por Bellini e Jurandir. O treinador Aymoré Moreira teve uma passagem pelo tricolor no ano da Copa. Depois de sair do São Paulo, dirigiu o Brasil e voltou ao São Paulo em 1966 para mais uma rápida passagem. Infelizmente nenhum dos dois jogadores foi titular. O mais curioso é que Mauro Ramos, que era reserva em 58 quando estava no São Paulo, foi capitão do time bicampeão, mas ele já jogava no Santos. Já Bellini, jogador do Vasco em 58 e primeiro capitão brasileiro a levantar a Copa do Mundo, jogava no São Paulo em 62, mas foi reserva.

Copa de 1970

Apenas o canhota de ouro Gérson representou o São Paulo no tri. Mas como representou! Foi titular absoluto e ainda fez gols, sendo um dos destaques daquele time maravilhoso.

Copa de 1994

Três jogadores do São Paulo foram convocados. Zetti, Cafú e Müller. Apesar de nenhum deles ter sido titular, Cafú jogou a final após uma contusão de Jorginho e criou as melhores chances da seleção no jogo contra a Itália. Cafú também entrou alguns minutos nas oitavas e nas quartas de final. Outro ídolo do São Paulo, o meia Raí, começou como titular e capitão, mas acabou saindo do time no fim da primeira fase. Apesar disso, Raí participou de todos os jogos, menos da final.

Copa de 2002

Três tricolores foram convocados. Belletti, Rogério Ceni e Kaká representaram o tricolor no penta mas quase não tiveram chances. Belletti e Kaká jogaram alguns poucos minutos e Rogério como terceiro goleiro não teve a oportunidade de atuar.

A bruxa tá solta!

Depois de Beckham e Ballack, mais dois jogadores de primeiro escalão podem ficar fora da Copa. Rio Ferdinand, zagueiro e capitão do time de Fábio Capello machucou o joelho esquerdo e está fora do Mundial. Michael Dawson do Tottenham já foi chamado para substituí-lo.

A segunda estrela fora da Copa pode ser Didier Drogba. O principal jogador da Costa do Marfim, segundo adversário do Brasil na fase de grupos, fraturou o cotovelo e segundo jornais franceses já estaria cortado do Mundial.

Que azar da seleção de Costa do Marfim. Drogba talvez seja o maior jogador da história do país. Ficar fora do mundial no ultimo amistoso… A seleção brasileira ganha, mas o futebol perde e perde muito.

Grandes goleiros da história das Copas

Dino Zoff

O arqueiro italiano disputou quatro copas do mundo e é responsável por alguns records. Até hoje apenas ele e um outro goleiro italiano são os únicos jogadores da posição a serem capitães de uma seleção campeã do mundo. Dino Zoff é o jogador mais velho a ser campeão do mundo, fato ocorrido em 1982 quando tinha 40 anos. Ele também é o recordista de invencibilidade em jogos internacionais. São mais de 1100 minutos sem sofrer gols pela seleção ao longo de quase dois anos.

Gordon Banks

Ele foi o goleiro que praticou a defesa mais difícil da história das Copas, em uma cabeçada de Pelé em 1970 no México. Apesar de ter sido um dos grandes destaques da Inglaterra na Copa de 1966, Banks nunca jogou em um grande clube inglês. Disputou três copas do mundo, sendo eleito o melhor da posição na copa de 66. Em 1972 sofreu um acidente que tirou parte de sua visão, mas ainda assim jogou algum tempo no futebol americano.

Michel Preud’homme

Eleito o melhor goleiro da copa de 94, o belga era dono de uma elasticidade impressionante e isso fazia dele um goleiro fantástico. Era aclamado por onde passava o no Benfica a torcida o chamava de Saint Michel, por causa dos milagres que operava com a camisa 1 do time lusitano. Realmente ele era sensacional.

Jose Luis Chilavert

Ele não era bom apenas nas cobranças de falta. Chilavert também era um grande goleiro e formou com Ayala e Gamarra uma defesa praticamente intransponível na Copa de 1998. O Paraguai saiu da Copa tendo sofrido apenas dois gols em quatro jogos, sendo que o segundo deles foi na prorrogação contra a dona da casa França. Além do mais, foi eleito como melhor goleiro do mundo em 1995.

Taffarel

Sai que é sua Taffarel! Quem nunca gritou isso jogando futebol? Taffarel era um goleiro que crescia nas decisões. As vezes falhava em jogos menos importantes, mas na hora decisiva ele parecia um gigante. Disputou três copas do mundo pela seleção como titular e em duas delas foi fenomenal. Em 1994, além da excelente defesa que formou com Aldair e Marcio Santos, pegou um penalti na final da Copa. Em 98 colocou o Brasil na final da Copa ao pegar dois penaltis contra a Holanda nas semifinais. Foi eleito como o 10º melhor goleiro da história do futebol.

Sepp Maier

Se tinha um goleiro que tinha os reflexos rápidos, esse era Josef Maier. Tanto que era apelidado de “O gato”. Ele pulava muito rápido, tinha um reflexo apuradíssimo e muitos dizem que ele era tão veloz assim porque tinha as pernas levemente curvadas, o que facilitava na impulsão. Lendas a parte, Maier assumiu a camisa da seleção com apenas 22 anos e só largou no fim de sua carreira. Foram quatro copas disputadas, com um caneco conquistado. Além de ser um ótimo goleiro, Maier era muito bem humorado, o que o diferenciava dos sempre sérios alemães.

Lev Yashin

O Aranha Negra é considerado o maior goleiro de todos os tempos. Tanto que dá nome ao troféu que premia o melhor goleiro de cada Copa do Mundo. Até hoje, ele é o único goleiro a ganhar a Bola de Ouro da prestigiada revista France Football. Dizem que Yashin defendeu 150 penaltis na carreira. Ele foi o precursor da saída de gol, já que antes os goleiros se limitavam a pequena área. Foi ele o primeiro goleiro a jogar adiantado, fazendo a função de líbero que hoje Rogério Ceni faz com perfeição. Quando resolveu se aposentar, a FIFA lhe concedeu uma medalha de ouro especial, por sua inigualável contribuição ao esporte.