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Praticamente um bebê

Sou natural de Goiânia e apesar de simpatizar mais com o Vila Nova, é interessante e até mesmo prazeroso pra mim, enquanto amante do futebol, ver o Goiás se aventurar em seus primeiros voos internacionais. Mas é gritante a falta de experiência do time goiano em jogos sul-americanos.

Tudo começa na escalação. O treinador Hélio Dos Anjos, com jogadores do naipe de Fernandão e Iarley, os únicos experientes do elenco, escala o time sem os dois. Tudo bem, eles não são mais garotos e o time esmeraldino tem compromissos pelo campeonato brasileiro no próximo domingo. Mas seria primordial escalar entre os titulares pelo menos um dos dois.

O Cerro Porteño ataca APENAS pela direita e uma olhada no video de uma partida do Ciclón mostraria isso ao Goiás. O jogador Irrazábal é um lateral/ala que apóia o tempo inteiro. O time não tem meias canhotos (tem Ortiz, mas está machucado) e isso é um fator que o Goiás não poderia ignorar. Não sei disso porque moro no Paraguai, até porque assisto muito pouco ao futebol daqui. Sei disso porque vi o outro jogo do Cerro pelo Copa Sul-Americana, coisa que o treinador verde deveria ter feito.

O Goiás não soube lidar com a catimba de jogadores como Nanni e Julio dos Santos e sucumbiu. Nome por nome, o Cerro Porteño é bem pior que o time goiano. Mas é um time experiente. Já jogou quase 40 libertadores e sabe como fazer o time visitante se sentir mal em campo. E foi exatamente o que fizeram com o Goiás. Tentaram cavar penaltis o jogo inteiro, caiam o tempo todo, fingiram agressões até que arrumaram um penalti. O goleiro Harlei pegou, mas o Goiás não melhorou pra segunda etapa.

O primeiro gol do Cerro mostra a inocência do Goiás. Dois marcadores em um jogador. Em vez de fazer a falta, ou pelo menos dar um tranco no meia paraguaio, a defesa esmeraldina deixou Cáceres passar e o resultado foi o primeiro gol. O segundo gol então, demonstrou mais ainda como o Goiás ainda é uma criança em se tratando de experiência internacional. Falta para o Cerro e todos vão pra área, esperando o cruzamento. Quanta ingenuidade… A falta foi cobrada rapidamente, no cruzamento de Irrazábal três defensores do Goiás saem para marcar Roberto Nanni e Herner entra livre pra fazer o segundo.

Reparem que, quando há uma falta em um jogo de libertadores ou qualquer outro torneio da América do Sul, rapidamente um jogador do time que cometeu a falta se coloca na frente da bola, até que a sua defesa se coloque atrás. Mas o time do Goiás não fez isso nenhuma vez. Falta de catimba, de calejamento.

Após a entrada de Fernandão, o Goiás mudou completamente. Mesmo após a expulsão infantil de Victor, o time passou a colocar a bola no chão, tocar no campo adversário e levou perigo ao gol de Barreto, que pegou muito. Isso deixa ainda mais claro a falha de Hélio ao não colocar um dos dois jogadores experientes que tem no elenco.

O Goiás ainda tem chances de reverter esse placar porque é mais time e tem dois jogadores diferenciados no elenco. Mas pra isso, o time tem que estudar o adversário e não ficar esquentado com catimba. Quinta-feira que vem é a revanche. Tomara que o Goiás reverta a situação.

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