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Ídolos estrangeiros do SPFC

Argentinos

José Poy – jogou no tricolor por 14 anos. Era um goleiro extraordinário, muito elastico. Muito ágil e calmo, foi um goleiro tão seguro que teve seu nome cotado para a Seleção Brasileira da Copa do Mundo de 1954, mesmo sendo argentino. A imprensa pressionou, os dirigentes chegaram a consultá-lo sobre a eventual naturalização, mas a idéia acabou não dando certo. Encerrou a carreira em 1962 para se tornar treinador. Dirigiu o próprio do time do São Paulo diversas vezes entre 1964 e 1982, tendo sido campeão paulista em 1975, vice-nacional em 1971 e 1973, vice da Libertadores em 1974 e vice paulista em 1982.

Armando Renganeschi – consagrou-se como ídolo do São Paulo Futebol Clube por dois motivos: por ser um zagueiro que tinha um estilo clássico, seguro e raçudo, e por ter exercido essa “raça” num lance importantíssimo: deu o título paulista de 46 para o São Paulo. Machucado, ele apenas fazia número, já que naquela época não se permitiam substituições. Mesmo assim, arrastando a perna, fez o gol da vitória sobre o Palmeiras por 1 a 0. Foi técnico das divisões menores do São Paulo em 50 e 51 e foi técnico dos profissionais em 58. Jogos disputados pelo SPFC: 107 Data de entrada no clube: 05/07/44 Data de Saída: 31/12/48 Gols Marcados no SPFC: 1 Títulos conquistados no SPFC: campeão paulista de 45, 46 e 48.

Gustavo Albella – chegou ao tricolor paulista como centroavante, mas acabou se adaptando à posição de meia, formando dupla vitoriosa com Gino no time que foi campeão paulista de 1953. Suas jogadas inusitadas lhe valeram o apelido de El Atómico. Quando deixou o São Paulo, em fevereiro de 1954, tinha marcado 47 gols, em 81 partidas disputadas.

Sastre – Quando da contratação do meia argentino Sastre, os críticos diziam, num infeliz trocadilho, que seria um deSastre. Mas o jogador queimou a língua destes, e ganhou, pelo tricolor, três títulos paulistas fundamentais para que o time se consagrasse e fosse reconhecido como um time de ponta.

Uruguaios

Pablo Forlan – Destacava-se pela garra. Atribuía-se a ele a frase: “O melhor momento de se amedrontar adversários são os primeiros cinco minutos do jogo, quando o juiz nunca dá cartão”. Forlán se transformava em campo. Corria, xingava, cobrava dos companheiros. Era o simbolo de garra do tricolor e ajudou muito no bi campeonato de 70 e 71. Foram 5 anos de tricolor. Forlan posteriormente treinou a categoria de base do SPFC e o time principal em 1990. Pelo Peñarol conquistou uma libertadores e um mundial ao lado de…

Pedro Rocha – El Verdugo era um meio campista elegante e goleador. Misturava uma tecnica refinada a uma garra incomum em campo. Jogou seis anos no tricolor e nos ajudou a conquistar, além de alguns paulistas, o torneio que lançou o SPFC como grande clube, o Brasileiro de 77. Hoje, Pedro Rocha é treinador.

Darío Pereyra – jogou no SPFC entre 1977 e 1988. Em 451 jogos fez 38 gols pelo tricolor. Formou uma dupla de zaga histórica com Oscar. Uma curiosidade a respeito dele, é que quando ele chegou ao SPFC, recebeu uma proposta irrecusável do Real Madrid, que ouviu um sonoro Não do futuro zagueiro tricolor. Ainda foi treinador do SPFC entre 1997 e 1998.

Diego Lugano – foi contratado pelo SPFC em 2002 através das imagens de um DVD. A diretoria do SPFC foi muito criticada por isso na época. Com a saída de Oswaldo de Oliveira, ainda em 2003, passou a ser escalado mais vezes e, com seu estilo raçudo e de muita garra, conquistou a titularidade e o carinho da torcida e foi titular das equipes que conquistaram o Campeonato Paulista, a Libertadores e o Mundial de Clubes da FIFA em 2005.

Húngaro

Quando o nome de Bella Guttmann foi sondado para dirigir o SPFC, muitos não acreditaram. Mas como quebrar paradigmas é com o SPFC, o lendário treinador, que dirigiu a seleção húngara de Puskas, sensação da Copa de 1954, foi contratado. Possuía um estilo de treinamento jamais utilizado em campos brasileiros: amarrava baldes nas traves e a uma grande distância pedia que os jogadores mandassem a bola para dentro dela. Alguns não conseguiam e reclamavam, mas lá ia o grande Bella para encaçapá-la. Esse tipo de treinamento foi muito utilizado por Mestre Telê. Os fundamentos perfeitos eram sua obsessão, assim como a de Telê, por isso alguns torcedores mais saudosos afirmam que ambos eram muito parecidos.

Portugues

Joreca – Jorge Gomes de Lima, o Joreca, português de nascimento, fazia um pouco de tudo. Foi jornalista, árbitro, comentarista de rádio, funcionário da federação e técnico de futebol. Joreca apitou o jogo de estréia de Leônidas em 1942. O tricolor havia iniciado mal o campeonato de 1943 e o Dr. Décio Pedroso, então presidente, contratou Joreca, que estreou como técnico na vitória contra a Portuguesa Santista por 6 a 1. Desse dia em diante, só alegria, até conquistarmos o título da moeda em pé. Joreca transformou-se em técnico porque falava bem e com propriedade. Foi mal comparando, o precursor de situações como as de João Saldanha e Mário Sérgio, entre outros. O jornalista Saldanha, por falar bem e com propriedade, foi técnico da seleção brasileira. Mário Sérgio treinou o Corinthians e o SPFC depois que virou jornalista, carreira que abraçou depois de jogar futebol.

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Categorias:São Paulo
  1. Claudia
    26/02/2009 às 1:58 am

    Quem foi o tecnico do São Paulo antes do Leão.

    Obrigada

    Cláudia

    • Lubes Junior
      26/02/2009 às 2:21 am

      Cuca, que hoje está no Flamengo.

      Abraços!

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